JORNAL PENA LIVRE

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DEMOCRACIA O ESCAMBAU

Se existe uma coisa que me deixa profundamente enfurecido é o assédio moral que a democracia sofre em tempos de eleições. Tudo é motivo para dizer que vivemos num país onde as eleições são livres, cada cidadão vale o poder do seu voto e outras baboseiras da mesma natureza. Viva a democracia.

Se juntar alguns malucos crescidos à sombra da desonestidade, sob o arrepio da lei, proclamar com Bíblias embaixo dos braços suas bobagens e uma cópia da Carta Magna do Brasil, hoje transformada em apenas um caderninho de anotações, frente ao assalto que esse país vem sendo vítima desde os tempos de D Pedro II, saúde. Brindemos a demos kratos.

Sua corte imbecilizada com tantos Condes, Condessas, Barões, Duques que só serviam para despejar seus dejetos de nobreza com o povo e a capacidade produtiva do País pagando a conta, inclusive do nobre D. Pedro II que foi o precursor de regimes maquinizados por gatunagem e corrupção.

Vá lá. Aquele tempo era um reinado e hoje vivemos sob o manto protetor do regime presidencialista, uma Constituição, direitos à liberdade de expressão e vai por aí afora.

Democracia, pensamos.....ah é o direto ao voto! Votar é importantíssimo.  O maior ícone escolhido para representar o regime de governo do povo para o povo e em nome deste.

Parafraseando Manoel Gonçalves Ferreira Filho, ex-professor da Universidade de Direito do Largo de São Francisco:

Para que o individuo possa se governar por si no mundo,                       exige o direito universal que atinja numa certa idade que
faz presumir seu amadurecimento. Da mesma forma, para
que um povo possa se governar, é preciso que atinja certo
grau de maturidade que não se resume na maioridade de
seus membros, os eleitores.

Para atingir essa maturidade, amigos, Ferreira Filho apresentou em passagem subsequente à citada acima, uma receita de bolo da Vovó Cotinha, muito simples que afirmou basicamente os mesmos preceitos quando da revolução de 1964 estourou no País.

Disse ele:

“O governo do povo pelo povo pressupõe em primeiro lugar certo nível cultural (e não apenas certo nível de alfabetização desse povo (...) que se liberte de comportamentos impostos por tradições e tabus que o induzam ao conformismo (...) esteja livre de dominações tradicionais que o prendam a chefes como clientes, ou vassalos (...) que tenha um mínimo de instrução que o habilite a compreender e apreciar a informação (...) que tenha senso de responsabilidade, tolerância e respeito pelos dissidentes. Importa, enfim, que tenha um mínimo de experiência no trato da coisa pública”.

Em minha opinião quando esses ingredientes simplesmente não existem e nem resquícios de “amadurecimento social” ou desenvolvimento econômico sustentador da nação, capacitam o povo para assumir finalmente seu destino?
Onde isso não é encontrado, os ingredientes desse bolo, ou o povo só se governa na aparência ou se governa com resultados desastrosos para os quais o remédio é a simples ditadura.

Assim também pensava Ferreira Filho.

Democracia é sinônimo de liberdade? Sim, claro. Mas não é excludente a responsabilidade nem importa em licença para contrariar a própria vocação política brasileira.

Vejo hoje milhares de horrorosos tripés com pessoas afinadas na feição em algum programa de alteração de imagem (foto shop) para tirar essa ou aquela imperfeição, mas não um que conserte ou restaure a incapacidade natural, a improbidade, a desonestidade de berço, nem consiga eliminar as vocações dinâmicas e presentes para enrolar o eleitor e trazer-lhe um paraíso que nem Deus teria esse poder. “Vota ne mim porque sô u bom. Chico da Ferradura nr. NONONONO”.

Tudo azul na América do Sul? Claro que não.
Exercer democracia não é sair votando e as TVs exibindo aquelas ridículas cenas de velhinhos alquebrados se arrastando pelo chão proclamando que isso sim é democracia e que ela ou ele não abre mão disso. Tolice geral. Patético.

Democracia é, sobretudo, divisão de responsabilidades. Olha a nossa escolha para presidente, por exemplo. Três grandes decepções. Temos que escolher uma ou jogar o voto fora.

Que futuro democrático teremos, nós brasileiros, sem os baluartes que sustentam essa tal democracia de araque, onde o resultado do futebol é saborosamente mais disputado nas rodas de conversa do que o safado do prefeito da cidade Alfabeta que promete construir uma escola e gasta para isso recursos que dariam para erigir duas grandes universidades?

O show da democracia não é essa bobagem de voto não.

O verdadeiro espetáculo da democracia seria eliminar a velhacaria potiqueira brasileira no voto retirando para sempre fichados na polícia, ladrões de “capivaras” quilométricas, facínoras em geral, traficantes de drogas que se travestem de candidatos puros como anjos. Desaparecer da face democrática brasileira os palhaços que se apresentam como candidatos só para o trouxa do eleitor votar em sua legenda e colocar no poder mais alguns macacos bem treinados em nos roubar.

O final do ato democrático não é a contagem rápida dos votos para sair nos jornais do mundo que temos a mais ligeira apuração. Isso não é democracia. Não confundir com tecnologia. Ela sim permite isso não a democracia.

O povo escravizado pela burrice, estapeado todos os dias com todo tipo de atos espúrios, a maioria deles idealizados e assinados pelos nossos governantes e representantes que nos querem no limbo como massa de manobra. Sem educação moral, cívica, sem educação política que confunde o mocinho com o bandido e sempre escolhe o que tem a maior recompensa pela sua captura. Vivo ou morto como no velho Oeste.

Um povo que morre feito moscas nos corredores dos fétidos hospitais brasileiros e onde um voto vale uma bolsa família. Que esperança nós podemos ter em construir algo sólido, como uma verdadeira democracia, em solo tão lamacento e escorregadio, cheio de substâncias podres e que estão no poder desde o tempo em que Pedro Alvares Cabral soltava lá suas pipas ao vento?

Democracia começa-se assim. A crítica em primeiro lugar, depois a conscientização de que o povo brasileiro é, em sua grande maioria, um gado solto sem dono no pasto e vota no primeiro que balançar capim na cerca de arame farpado.

É isso. Quem tiver melhores argumentos estou pronto para acender o estopim de acalorados debates. Sou um tolo ainda preocupado com nosso futuro que já se foi, desde quando eleitores desavisados escolheram velhos patifes para nos representar lá atrás, ainda no tempo da cera Parquetina e do elixir Paregórico que curava até perna de pau.

Este é sem duvida o pior momento político nacional com trevas no horizonte para onde quer que se olhe. Por favor, alguém ai tem um pouco do colírio alucinógeno do Jose Simão para emprestar? Quem sabe algumas alegorias coloridas me fariam bem a alma.








domingo, 14 de setembro de 2014

O ESGOTO DA POLÍTICA NACIONAL

MULHER PERA COM SEU NUMERO ELEITORAL NA PARTE DO CORPO MAIS INTELIGENTE QUE ELA TEM



Diz o velho ditado que Deus criou o homem à sua semelhança, mas deve ter sido apenas no que se refere ao físico, à aparência externa que nos torna diferentes. Dentro das nossas cabeças, independentemente de credo, cruz, cor, raça, posses tem uma estrutura praticamente igual para todos.

Cientificamente não se encontra diferença plausível entre o cérebro de um homem americano de um cidadão da Jamaica, nem um japonês.

O que se faz com essa parte do corpo humano é que papo de gente grande e onde quero estacionar minhas opiniões acerca dessa campanha política de 2014 que pede socorro ao Juquiri, antiga instituição para tratamento de loucos.

Sou um ser apartidário, mesmo porque desacredito mil por cento que possa haver alguma agremiação política nacional que defenda uma posição de esquerda ou de direita verdadeiras e suas subdivisões autenticada pela sociedade e dada como um ponto de vista para darmos nossos votos.

Um cipoal de letrinhas indicando nichos de interesses grosseiros e que sujam a nossa bandeira com esterco oriundo dos ideais plantados por essa palhaçada politiqueira que acreditamos ser um dos pilares da democracia.
É o escambau.

Democracia não se faz com bundas como a da nobre candidata mulher Pera ou com a colaboração suprema da inteligência do nobre Tiririca.

Macacos, que estão muito em moda ultimamente nos campos de futebol, seriam políticos melhores que muitos que se apresentam com sua costumeira cara de pau e uma ficha suja de milhares de milhas. Basta dar uma banana ao símio, desde que ele aperte bem alguns botões ele é capaz de ir á Lua e voltar. (lembram no Rio de Janeiro o macaco Tião que recebeu milhares de votos comendo sua deliciosa banana no zoo daquela cidade?

Nunca vi algo assim igual em minha vida.

É o extrato da nossa sociedade atual capaz apenas de eleger palhaços, dementes, amebas, moluscos ou como dizem alguns “molúsculos”, vale também.

O tempo na TV é uma piada democrática inventada por seres marcianos. O delta tempo é acoplado à representatividade do partido Alfa ou Beta. Enquanto alguns candidatos tem tempo para proferir iguarias intelectuais que deixariam ruborizadas as mais idiotas amebas terrestres outros têm tempo para dizer: “vota em mim abestado, meu numero é quatro nove....acabou o tempo! O restante do número fica para outra vez que aparecer na televisão.

Democracia não segue o instrumento maior de nossas Leis, a Constituição? Lá diz que somos iguais. Então democracia tem que dividir o tempo igual para todos.

Outro dia acompanhei o horário político só para ter ideia aérea da coisa e dos tipos que aparecem pedindo nosso voto.

Quem desembarca no Brasil e vê um programa do horário partidário logo pergunta: “tem alguém normal por aqui”? Esse país é feito de loucos ou tudo isso é uma piada preparando-nos para contar anedotas de papagaio no salão?

Mulher pera, melancia, palhaço Tiririca, pastor Y ou Z, Zé da Boiada, Filho do Padre, Elmano – o Véin trabalhador, Ureia Lá, Jshow o Super Homem, Cara de Hambúrguer, Mestre Drácula, Banco de Perfume e do Enxoval, Neymar Cover, Gold, Barak Obama Claudio Henrique, Osama Bim Laden, Mandona da Compensa, Pão Torrado e Nego Jiboia. Quem não acredita que isso é verdadeiro acesse (http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/fotos/neymar-cover-pao-torrado-e-mestre-dracula-conheca-candidatos-com-nomes-bizarros-dessas-eleicoes-23072014#!/foto/15).

Esperamos com isso montar uma democracia ou um manicômio?

Debates na TV: você é isso e não faz aquilo, ladrão, corrupto e de volta os insultos vem em dobro.

Quem vai fazer o que para quem e com que dinheiro?

Isso ninguém vem a público informar.

Aqui em Piracicaba mesma coisa.

Velhas figurinhas trapaceiras, uns agora querendo subir a rampa do planalto tão logo seja possível sem preparo para ser catador de latinhas na rua eu diria. Programa de governo posando ao lado de cachorrinhos felizes e comendo Bonzo. Ai que meigo!

Dilma dizendo que Aécio é pé de chinelo, Aécio dizendo que Marina não tem palavra, Marina tentando até agora explicar como usar jatos dos outros e nem perguntar a origem do mesmo.

A propaganda eleitoral tira um retrato fiel da nossa idade política mais para Bedrock da série de desenho animado dos Flintstones do que para o século XXI.
Nossas gerações futuras, se Deus quiser, serão tremendamente mais bem educadas e politizadas pensarão que nossa geração veio ao mundo para tirar um sarro e fazer tudo virar uma fuzarca.

E tenho certeza de que essas gerações futuras se envergonharão de que um dia colocamos para nos representar jumentóides, macacóides, desequilibrados, ladrões, maconheiros, assassinos e que para ser presidente basta assinar o nome por extenso, nem que seja esfregar o dedão na tinta e sair deslizando pelo papel, mas para lixeiro exigência de ter cursado Administração em Harvard.

Com essa e mais outras sinto pena do Brasil e tenho vergonha de ser brasileiro, sinto-me ultrajado por ter a vida dominada por uma trupe do circo que toma alucinógenos para nos governar.

Se alguém aí discorda vota no Pão Torrado ou no Zé da Jiboia. Amanha acordaras comendo capim isso sim.