JORNAL PENA LIVRE

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013





CHORO PEO LEITE DERRAMADO



Não adianta chorar quando o leite derrama, quando a água passa embaixo da ponte ou quando tragédias como o incêndio na boate Kiss acontece em Santa Maria , estado do Rio Grande do Sul.
Nada adianta se descabelar quando mortes assim acontecem pelos fatores antigos conhecidos que se alinham para torrar no forno centenas de vítimas como o da boate em tela.
Vamos enumerar essas causas:
  1. Autoridades municipais que autorizaram o funcionamento da boate e deu alvará de funcionamento, mesmo que vencido;
  2. O corpo de bombeiros que deu alvará ou não deu, não importando se o mesmo estava vencido;
  3. Ausência dos pais em situações de perigo, o famoso monitoramento dos filhos;
  4. Ganância dos proprietários;
  5. Falta de fiscalização dos órgãos competentes;
  6. Presença de fogos de artifício ou sinalizadores em ambiente fechado;
Bom acho que isso já chega para encher uma cadeia inteira.
A tragédia é anunciada e premeditada. Cidadão pega um avião em petição de miséria e o faz voar em rotas comerciais forrado de gente até o ladrão.
Depois não pode reclamar que caiu.
Cidadão navega com um barco furado. Não pode se lamentar quando o tubarão o morder.
Sitiante deixa saco de milho perto dos bodes famintos. Depois não pode condenar os bichos porque acabaram comendo tudo.
Participar de um show em uma casa que não tem a minima condição de segurança, que não tem portas de fuga, extintores dos 3 tipos de fogo, pessoal treinado e sinalização adequada é a mesma coisa que franquear a entrada do bode no saco de milho.
A justiça vai prender o dono da boate e o responsável da banda?
Para quê?
Os dois elementos são culpados sim, mas nessa cadeia de eventos tem mais gente que atiçou a morte de tanta gente e facilitou a entrada do horror naquela celebração.
A mim não me parece razoável a prefeitura de Santa Maria (RS) em algum dia da vida ter liberado a casa para funcionar como boate sem requerer dos proprietários ampla reforma que permitisse adequar ao minimo exigível de quesitos de segurança: alarme de incêndio, instalação de borrifadores de água automatizados (splinkers), extintores de fogo dos 3 tipos, pessoal treinado em rotas de fuga (brigada de incêndio), saídas, muitas saídas de emergência devidamente sinalizadas, materiais a prova de fogo e a proibição da presença de qualquer fonte de ignição, inclusive isqueiros e cigarros.
Se algum dia a prefeitura deu um alvará de funcionamento mesmo que vencido pode colocar o prefeito na lista de responsáveis diretos.
O mesmo para o corpo de bombeiros local.
Havia sido fiscalizado o prédio anteriormente? Sim ou não? Se sim porque foi liberado sem os quesitos básicos de segurança? Foi fiscalizado posteriormente em períodos cíclicos?
Se não foi elaborado nenhum documento pelo corpo de bombeiros o porque isso aconteceu?
Porque os pais liberam seus filhos para ambientes e ou eventos sem a devida checagem básica de elementos de segurança?
Sim é de responsabilidade dos pais o devido monitoramento obrigatório em lugares onde seus filhos podem frequentar. Não se faz isso quando as matrículas são feitas em colégios novos? Porque não visitar o local onde seus filhos de divertem?
Será que a boate do Zezinho está segura para a festa de aniversário da Patricinha?
O Zezinho tem preocupação com os seus clientes ou é só mais um empresário ganancioso que quer faturar a todo custo e danem-se as pessoas?
As lágrimas de crocodilos derramadas pela nossa presidente Dilma não trarão o verdadeiro consolo após uma tragédia dessa, que seria aprender com ela e como evitá-la no futuro.
A cada avião que cai aumenta a segurança das aeronaves e aeroportos não?
Quando a peça do avião defeituosa pifa todos os modelos não tem que substituí-la? A fábrica não redesenha a peça para não apresentar mais a falha catastrófica?
Quando um jato cai por erro do piloto a empresa não faz mais treinamento intensivo com seus pilotos prevendo a situação da queda? Faz sim.
É assim a evolução da segurança no mundo, aprender com os erros.
Aqui no Brasil não se aprende mesmo com tragédias repetitivas e que certamente são altamente previsíveis.
Houve suborno para alvarás de funcionamento da boate Kiss?
Ao que parece sim.
Liberar uma casa com aquela planta transformando a festa numa cilada de morte?
Os pais estavam aonde que não checaram saber se seus filhos estavam indo a um lugar de segurança satisfatória?
Eles também são responsáveis à medida em que boa parte da função do pátrio poder é exercer monitoramento.
Quando os filhos viajam com amigos não se pergunta com quem vão e como vão?
São monitoramentos corriqueiros que não são exercidos pelos pais.
Libera geral se levar o celular tudo bem. “Saberemos então onde nossos filhos estão porque estão disponíveis no celular”. Doce ilusão de segurança. O celular também transmite em abismos e precipícios não?
Agora a choradeira.
Jamais permitiria meu filho frequentar arapucas mortais como a boate Kiss nem que tivesse que acorrentá-lo a uma coluna.
Então essa vigilância pátria deveria também ser destinada para os lugares de divertimento  dos filhos igualmente, aliás com mais intensidade ainda dadas as circunstâncias de acesso a drogas, más companhias e etc.
Finalmente gostaria que a justiça fosse feita dentro dessa tragédia grega que ceifou a vida de centenas de jovens seguindo os ditames abaixo:
  • que se aprenda definitivamente a evitar mortes em série dessa magnitude em todo o Brasil;
  • que os pais vigiem mais os jovens em seus momentos de festividades, certifiquem-se de que os lugares sejam seguros não somente a escola;
  • que se coloque na cadeia toda a sequência de pessoas que provocam o evento de mortes e sofrimento como esse, não somente o dono da arapuca;
  • que as autoridades fiscalizem com rigor armadilhas fatais como a da boate Kiss que estão, certamente, espalhadas pelas grandes cidades prontas para matar mais uma porção;
  • que se faça um mapeamento completo das casas de show no Brasil com intenção de verificar a existência de armadilhas como a boate Kiss, certamente há de se considerar que deve existir milhares de locais prontos para matar a granel seus clientes torrados, defumados  ou bem passados.
Depois não adianta chorar. Santa Maria deveria ser o começo de uma nova era da segurança das casas de shows brasileiras. Bom mesmo é acreditar em fadinhas e duendes mais reais que as providências que serão tomadas.












 

domingo, 27 de janeiro de 2013

 DEFECAR OU ORAR EIS A QUESTÃO!

Calma, não se trata de uma apologia religiosa. Longe disso. Nem, tampouco uma propaganda de privada, ou no vernaculês um vaso sanitário.
A evolução humana é ditada pela higiene, quanto mais banheiros e rede de esgotos instalada tanto melhora a saúde de todos.
Lembrando o começo da história.
Londres já teve esgoto a céu aberto por toda a cidade. Pagou caro com milhares de pessoas mortas por diversas doenças vinculadas à falta de higiene.
Há países modernos, em franco desenvolvimento com um PIB astronômico que ainda boa parte da população defeca onde der e puder, em público mesmo como se fosse cuspir na esquina.
Na Índia mais de 60% (isso mesmo 60 por cento) da população não tem a famosa privada doméstica para a santa cagadinha de cada dia. São mais de 600, você leu certo sim, SEISCENTAS milhões de pessoas que fazem suas necessidades ao ar livre, no mato, na praça ou em espremidos cubículos instalados em algumas casas limpos manualmente pelos manual scavengers, pessoas de castas inferiores que colocam a mão na graxa para higienizar o local.
Não é à toa que 400 mil crianças (Fonte: Folha de SP, 25/01/2013, caderno Mundo) morrem de diarreia anualmente devido a falta do vaso sanitário e sistema de esgoto.
A falta das peças de louça também representa uma questão de segurança importante: milhares de mulheres são estupradas todos os dias porque são atacadas exatamente quando agacham para aliviar a carga.
A Índia promete gastar anualmente mais de US$ 1 BILHÃO de dólares por ano com a fabricação de 15 milhões de privadas para o conforto de barrigas desesperadas por um alívio tático.
País emergente, cada vez conquistando mais espaço no cenário econômico mundial como uma potência comercial, a Índia carece de pensar novamente no seu estilo de vida que leva milhares de pessoas a morrerem prematuramente por falta absoluta de higiene ou a adoção de comportamentos bizarros e descolados de qualquer lógica humana.
Sabidamente o rio Ganges (rio sagrado indiano) recebe milhares de cadáveres de familiares que acreditam possam receber a bênçãos das águas santas através dos deuses aquáticos, nem precisa dizer que uma imensa parte da população se utiliza dessas águas sagradas para tomar banho e matar a sede.
De outro lado alguns ditames religiosos colaboram para que a Índia seja um país assustadoramente sujo e de hábitos de higiene terríveis a começar pela vaca, animal sagrado naquelas paragens. Não custa nada imaginar as vacas andando livremente pelas ruas urinando e defecando juntamente com os 600 milhões de habitantes que não tem privada.
Uma verdadeira hecatombe de infecção e perigo de morte.
Os ratos, outro animal sagrado por lá, recebe tratamento VIP. Há até palácios com ratos pendurados até nas paredes onde as pessoas os alimentam, inclusive com leite de cabra para delírio dos microrganismos que transmitem diversas doenças.
 Claro há alguns bolsões na Índia onde o cenário mais se parece Hollywood ou Miami, mas são exceções.
Geralmente cidades turísticas e bairros dispersos ou com alguma atração importante para atrair as pessoas para viagens diversas.
Uma pena.
A globalização sugere intercâmbio de hábitos saudáveis, o conhecimento de técnicas diversas de higiene, a construção de importantes sistemas de esgoto e água tratada.
Nada adianta emplacar PIB lunaticamente altos com uma população que come besouros e fazem coco nas ruas. Ah detalhe. Lá não se usa o papel higiênico.
Calcule dar aquela agachadinha aliviar a tensão intestinal vestir a roupa e seguir para o trabalho. Dizem que os indianos usam água para limpar o estrago após soltar a carga o que duvido muito. Sabidamente a Índia é regida pelo regime das águas das monções que ocorrem apenas uma época do ano.
Abundância de água não é o forte daquele país.
Pensa que é exagero? Para impressionar?
De nada adiantará um país ser pujante economicamente falando e colocar as pessoas em atitudes medievais para a sagrada defecada nossa de cada dia.
Ainda é pouco 15 milhões de privadas/ano. Até porque a Índia é campeã mundial em taxa de natalidade superando e muito a taxa chinesa, outrora muito grande e quase incontrolável.
Nasce de 3 a 4 indianos a casa SEGUNDO por lá.
Outra coisa que também deve faltar por lá, alem dos vasos sanitários, é a camisinha para segurar essa natalidade beirando a numerologia de nascimento de moscas.
Não tenho nada contra a Índia. Pelo contrário. Gostaria um dia visitar seu acervo cultural de milênios.
Não consigo me imaginar andando em meio aos ratos sem levá-los a óbito imediatamente com uma saudável sapatada. Como não quero ser preso por lá por ser um genocida de ratos fico no Brasil.
Pelo menos aqui o consumo de sabonete é maior que na França. Somos o terceiro consumidor per capita de sabonetes no mundo perdendo apenas para americanos e australianos. (Fonte: Yahoo respostas acesso em 25/01/2013).
A Índia tem muito que aprender e evoluir. Pelo menos o governo lá ensaia os primeiros passos cuidando que as pessoas possam ter seu trono com esgoto servido em cada lar indiano.
Afinal num país onde, segundo seu Ministro do Desenvolvimento Jairam Ramesh, há mais templos do que privadas alguma coisa precisa ser feita urgente.
Orar é bom, mas ter onde sentar no momento mais íntimo das pessoas é santificado.
Amém.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

CUIDADO COM SEUS HERÓIS   

A história está pontuada com diversos marcos importantes separando eras diferentes: a queda da Bastilha, a tomada de Constantinopla, a conquista da lua. Tudo pode ser visto em dois cenários: um antes e um depois de cada acontecimento dessa magnitude.
No esporte pode-se afirmar o mesmo: a era Pelé, Zico, Jean Madruga, Ayrton Senna, Eder Jofre, João de Pulo.
Igualmente o mundo milionário do ciclismo de alta performance e o mega esportista Lance Armstrong vencedor por sete vezes do Tour de France, uma competição semelhante à importância da corrida das 500 milhas de Indianópolis ou à Copa do Mundo de Futebol.
Sem dúvida Armstrong é o Pelé dos pedais, aclamado, ovacionado, rico e com uma lista enorme de patrocinadores oferecendo verdadeiras fortunas para virar garoto propaganda.
O americano pedaleiro, até então imbatível nas pistas, tornou-se o pivô do maior escândalo da era moderna, pós Maratona (Grécia) e a invenção dos jogos olímpicos.
Dia 17/01/2013 as Tvs abertas americanas exibiram entrevista dele concedida a Ophra Winfrey, famosa apresentadora americana líder de audiência no ramos dos famosos talk shows.
Lance, com riqueza de detalhes, acabou revelando o segredo de sua equipe de super vencedores ciclistas americanos: a mais avassaladora, completa, complexa, integral, abundante rede de dooping de atletas de todos os tempos, cuja liderança era dele mesmo o super campeão Armstrong.
O ciclista revelou ter tomado e experimentado de tudo o que é ilícito para ganhar importantes segundos em sua performance ate então invencível: cortisona, anfetaminas, auto transfusão de sangue, anabolizantes, esteroides anabólicos e o escambau a quatro.
O rapaz sustentou e articulou durante anos notável empreendimento para burlar resultados via fraude.
Até jatinhos eram empregados na retaguarda da equipe para fornecer meios de obtenção das drogas potencializadoras de desempenho.
Esforços eram empregados ao extremo para que toda a equipe tivesse acesso às substâncias e pessoal treinado para aplicação das diversas químicas usadas pelo grupo de ciclistas, sob o patrocínio da empresa Usa-Mail a similar dos Correios no Brasil.
Desde os tempos em que Armstrong e seus meninos emplacavam resultados sequenciados que já se ouvia falar em dooping e suspeitas de resultados inflados com muita anfetamina e suco de drogas injetado no corpo dos atletas.
O próprio Armstrong selecionava os candidatos para ocupar uma das vagas e se ele não concordasse em entrar nas picadas da glória o nome era sumariamente vetado.
Foram vários os casos em que os candidatos rejeitados denunciaram o esquema, mas tudo ficava no mundo das suspeitas, já que boa parte dos artifícios usados por Lance e seus ciclistas não eram detectados naquele tempo, a modernidade de detecção ganharia eficácia a partir de 2001 com técnicas a toda prova.
Lance deitou e rolou obtendo resultados incríveis pendurando no pescoço centenas de medalhas muitas delas cassadas pelos comitês do esporte mundial.
Na entrevista de Winfrey, dentro de um esquema tipo dá ou desce, sim ou não sem muito espaço para argumentação. Armstrong revelou que jamais conseguiria obter os resultados que sua equipe galgou sem as muletas químicas injetadas habilmente pela equipe de apoio de Lance em seus atletas.
Fico imaginando quantos mais ídolos esportivos seguiram a mesma ladainha aí pelos idos dos anos 70, 80 e 90 do século XX.
Será que o grande medalhista da natação, o americano Mark Sptiz, não teria também injetado um coquetel de drogas que o fizeram voar dentro dá água?
Não seria pertinente imaginar que João do Pulo não tenha usado nada de anormal para saltar tão longa distância?
Não sei.
Devemos tomar cuidado com os heróis que escolhemos como ídolos.
Quem é ciclista é tem poster de imagens do Lance Armstrong em casa cuidado. Convém trocá-la por uma mulher nua, mais saudável.
Isso prova uma coisa.
No meio esportivo a malandragem está a espreita do que acreditam que vencer pode ser alcançado a todo e qualquer custo.
Agora Lance deverá saudar sua eterna dívida de confiança que nunca mais será possível em vida, além do prejuízo de zilhões de dólares das empresas que calibraram suas verbas de patrocínio para a moçada turbinada de Armstrong e seus pedalistas amestrados.
Quando interesse jogado no lixo.
Imaginar que a Usa-Mail estampou seu selo durante anos nos uniformes dos atletas para tudo terminar numa picada de agulha e segundos a mais forjados/roubados da cronometragem colocando no pescoço dos vencedores as medalhas indevidas.
Isso é apenas a ponta do iceberg.