JORNAL PENA LIVRE

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sexta-feira, 22 de novembro de 2013


                     
   CHORA NENE QUE A JUSTIÇA DÁ A CHUPETA

Choro em cascata, abusiva capacidade de interpretação cênica, invejável técnica circense, notável cara de pau e vai por ai afora. Enquanto roubando, articulando malversações dos recursos públicos, quadrilhando com seus comparsas José Genoíno, um dos acusados no processo do mensalão, não estava doente.

No tempo do crime exibia um vigor físico de dar inveja. Desafiava as leis da física estando em dois lugares ao mesmo tempo, segundo versões do seu amplo gabinete. Foi só começar o caldo azedar no julgamento do mensalão que o coitado ex todo poderoso do PT começasse a dar “piti” e dar uma de doente e fiteiro.

Coitadinho do Genoíno, agora padece de dores atrozes disso e daquilo, seu coração está em estado de petição de miséria, artrose, bico de papagaio, enfarte e outras coisas. Eu acredito piamente que tudo não passa de uma artimanha desse malandro para escapar das grades e ficar no conforto de sua casa ampla, confortável e com boa chance de ter sido construída com a grana que durante anos fez questão de colocar no bolso e que não lhe pertencia.

Antigamente eu até tinha receio de ser processado por esse ou aquele que aparece aqui nos meus textos sendo espinafrado. De José Genoíno não, mesmo porque o caso dele já transitou em julgado e foi réu condenado. Ponto final. Encerra-se aqui qualquer discussão de mérito e outras besteiras para aqueles que acharem que estou indo demais com o andor com o santo de barro no colo.

O homem está nos papos da justiça pagando pelas suas diabruras. Só não podemos permitir que ele tenha tratamento diferenciado frente aos outros presos comuns porque tem terno e gravata. Fosse assim vamos liberar geral. Qualquer moçoilo que ficar com dor de cabeça, unha encravada, queda de cabelo pode igualmente requerer mudança do regime penal para o residencial.

A outra coisa que não podemos permitir é uma doentia prerrogativa aberta na eterna luta entre os poderes. Genoíno é caso encerrado. Culpado e deve ter seus direitos suspensos automaticamente. Não é o caso do plenário decidir isso. Também não é o caso, como já ocorreu, do legislativo ignorar um réu culpado e o mantê-lo por interesses tão escusos quanto suas culpas e seus crimes.

Comete crime o legislativo se não obedecer ao rito processual e colocar na rua Genoíno e outros tantos da mesma laia.

Seria o caso, se aqui fosse um curral sério, mandar prender o presidente da câmara imediatamente por desacato a um poder independente.

Entretanto, sabe-se que aqui não é um pasto sério, mas um país gigantesco chamado Brasil zil zil onde versa o crime compensar, a luta de poderes desobedecendo-se mutuamente, um congresso ignóbil e o único lugar do mundo onde criminoso continua sendo deputado ou senador mesmo culpado de papel passado.

Cumpra-se lembrar duma frase magnífica que diz tudo a respeito. Não é o homem probo que vira criminoso quando ascende ao poder, mas é o povo que coloca criminosos para nos governar.

Vai terminar em orégano mesmo. Genoíno curtindo sua cadeia como o antigo juiz Lalau, muito dinheiro para contar, crimes para pagar regado com champagne, banho de sol na Riviera e uma ousada cara de pau para tirar um sarro de todos nós tontos eleitores desavisados.

Eu não, claro. Jamais Genoíno viu a cara do meu voto porque sei ler e examinar fichas policiais ainda e sei a diferença entre Madre Maria Tereza de Calcutá e o Bandido da Luz Vermelha.













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