JORNAL PENA LIVRE

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sábado, 21 de agosto de 2010


















O PALHAÇO BOMBA

Começou em grande estilo o horário da roubada eleitoral. Acho que vou detonar minha parte palhaço bomba (personagem de Hugo Possolo, palhaço, dramaturgo e diretor dos Parlapatões e do circo Roda e é autor do livro Palhaço Bomba).
Zona assim nem na faixa de gaza.
O circo arma-se na largada. Já repararam nas figurinhas que apareceram este ano para as eleições?
Os candidatos apresentaram à Justiça Eleitoral opções de nomes que podem servir de chacota do eleitorado.
Irmão só pesca, Cazuza força e fé, Didi Maravilha (DEM), Arrocha Gadelha (PMN), Nenem Chicute (PHS), Sanduíche (PHS), Guaraná (PT), Fofão (PRB) e JF Johnnys.
Celebridades imbecilóides também registraram suas candidaturas: Mulher Melão e Pêra, Maguila, Tiririca, Batoré, Tati Quebra Barraco, Reginaldo Rossi, Romário e vai por aí afora.
Fico imaginando que lindo o picadeiro com essa gente desfilando. Imediatamente me faria lembrar filmes de horror da pior espécie.
Tiririca pede voto e esclarece que não sabe o que um deputado faz, mas que promete revelar aos bobos que votarem nele como é a coisa lá por cima.
Não quero aqui celebrizar o preconceito não. Muito pelo contrário.
Acho que o conceito democrático por aqui está mais sujo que pau de galinheiro com todas as penosas tomando laxante.
Deus me livre.
Prega-se a igualdade de oportunidades que fez levar ao planalto um homem sem escola, sem trabalho, que zomba da língua portuguesa e grita que ler livros é coisa de gente sem imaginação.
Para lixeiro no Rio de Janeiro exigia-se, na última seleção de gari, pelo menos o segundo grau completo. As empresas de recolocação de pessoal são testemunhas de que para empregos bem modestos: porteiro, carregador, pedreiro são requeridas muitas qualificações.
Para os cargos eletivos não. Basta o cidadão ou cidadã melar o dedão na tinta e esfregar no papel, a tal assinatura por extenso, que já franqueia seu registro.
São milhares de analfabetos de pai e mãe, gente sem qualquer estrutura de um mínimo de entendimento, discernimento, sem estofo psicológico ou emocional que serão, certamente, eleitos pelo voto popularesco.
O que esperar de um Romário em pé na tribuna falando para os colegas?
Que show deveremos esperar de um projeto feito por Tiririca?
Pelo menos o riso está garantido e muito entretenimento “baratio”.
O Brasil precisa urgente de uma lei que impeça terminantemente essa bizarrice, coisa de país atrasado e medieval.
Democracia não é liberar geral e estender lona de circo onde estejamos.
Democracia não é deixar qualquer borra bostas tomar conta da coisa pública.
Democracia não requer, para se firmar, um padrão tão baixo quanto esse, nem oferecer o que temos de pior para nos governar em nome da igualdade.
Igualdade e democracia pressupõem separar o joio do trigo, os bichos das frutas e colocar cada um no seu lugar.
Não creio que consigamos construir alguma coisa com esse grupo aí de cima nos governando. Mulher Melão e Mulher Pêra, o que esperar dessa dupla a não ser escândalos e vergonhas?
Avacalhação.
O processo eleitoral brasileiro virou um manicômio oficial.
Juntei o que me restava de estomago forte e me concentrei durante dois dias acompanhar a propaganda eleitoral na Tv e ver o “niver” dos candidatos.
O que vi foi suficiente para me questionar o que ainda estou fazendo neste Pais que não pego minha malinha e viro andarilho indo para rumo ignorado e não sabido.
Sou pagador dos meus impostos, ainda de que forma compulsória, sou respeitador da lei, não prejudico outrem, trabalho e ganho meu próprio sustento. Faço minha parte no latifúndio contribuindo para um Brasil melhor dando meu modestíssimo exemplo de acurácia e honradez.
Com meu jornalismo tento apontar o caminho para um lugar melhor. Sinto-me roubado, vilipendiado, frustrado em ver a canalhada tomar conta do poder e realizar assaltos bilionários aos cofres que a todos pertencem.
Sinto muita vergonha por ser parte deste povo e ser um modesto jornalista, por trabalhar sempre pelas coisas justas, por andar enamorado da honestidade, por falar a verdade e ver todo esse povo enveredar pelas desventuras da desonra.
Um horror me percorre o corpo com medo de ter lutado, de forma particular, pela real democracia e ter que entregar aos meus filhos uma flagrante derrota das virtudes, a falta de sensatez no julgar a verdade e a acachapante negligência com a família como um todo.
Sinto calafrios em ver que o “eu” prevalece sobre qualquer coisa e a felicidade conjunga-se pelo verbo possuir e que o caminho escolhido por muitos às vezes utiliza o corpo do próximo como degrau.
Estou envergonhado de ver tanta passividade, falta de humildade e o uso de tantos requintados artifícios para justificar atos criminosos e fazer parte de um povo que não consigo me identificar.
Um povo que insiste em voar por caminhos tortuosos divagando sobre idéias que não consigo compartilhar e que joga no lixo seu futuro por tostões nas esmolas dadas pelo Estado, me ruborizo por conta de minha impotência, talvez de falta de garra, das falsas ilusões e do meu cansaço.
Infelizmente não tenho para onde ir e fixar-me em algum lugar seguro. De qualquer forma, fica o sentimento de amor pela terra onde nasci, o orgulho de ver nossa bandeira que nunca me serviu como instrumento para uma reles manifestação de nacionalidade cheia de pecados inconfessáveis. (trecho adaptado discurso Rui Barbosa).
Nas piadas prontas o real teor da risada em imaginar escolher um repertório inusitado de “pessoinhas” minúsculas que são as tais celebridades que se fizeram famosas, não pela conduta coerente e correta, não pela criação de algo inusitado, pela criatividade ou perspicácia. Muito pelo contrário. Alguns fichados na polícia. Mulher Pêra e Melão pelos traseiros e seios emborrachados com silicone. O resto nem vale comentar.
Parafraseando Rui Barbosa ainda termino dizendo que ao lado da vergonha de mim tenho tanta pena de ti povo brasileiro.
O maior gasto, após as eleições, que todos os pagadores de impostos vão arcar é uma lona de circo bem grandona para caber todos nós os palhaços do circo do Arrelia.
Viva la France.

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